

Acompanhamento Terapêutico (abreviação = AT), trata-se de um serviço prestado por profissionais da área da Saúde. O termo tem origem histórica em movimentos sociais que defendiam a não-internação e o não-enclausuramento do paciente, a favor do cuidado e tratamento em seu próprio ambiente e na rotina diária, proporcionando uma melhor reabilitação, reinserção social e qualidade de vida.
Atualmente, esse termo também é utilizado para se referir ao trabalho realizado por psicólogos que fazem seus atendimentos fora do consultório. Ou seja, no próprio ambiente do paciente e de sua família e/ou responsáveis.
Por sua vez, o trabalho do acompanhante terapêutico, a partir do enfoque da Análise do Comportamento e da Análise Aplicada do Comportamento é pautado por diretrizes estratégicas, do início ao fim dos atendimentos.
Seguem tais diretrizes baseadas na prática da Equipe AT (equipe fundada e dirigida pelo presente autor):
Como mencionado, trata-se de uma atuação que prioriza a avaliação e intervenção psicológica no dia a dia do paciente. Prioriza-se a observação direta da rotina e das dificuldades para o desenvolvimento das mais variadas habilidades.
O acompanhante terapêutico tem capacidade, autonomia e experiência para fazer a avaliação e reavaliação psicológica do caso. E assim, traçar os objetivos e prioridades para o desenvolvimento de habilidades.
O acompanhante terapêutico, além de atuar diretamente com o paciente, realiza um trabalho junto aos pais e familiares, realizando orientações para o desenvolvimento de habilidades parentais importantes para o bem estar do paciente e de sua melhora.
Trata-se de um trabalho realizado nos bastidores dos atendimentos, ou seja, junto a todos os profissionais envolvidos com o paciente e sua família (médicos, psicólogos clínicos, fonoaudiólogos, professores, orientadores pedagógicos, entre outros). Promovem-se reuniões presenciais e contato constante, recebendo e oferecendo feedbacks das avaliações e intervenções realizadas.
Por meio da conceituação explicada acima, o acompanhante terapêutico executa e aplica todas as técnicas e procedimentos para o desenvolvimento de habilidades, sendo o responsável em rever se está produzindo os resultados planejados e esperados junto às redes de contato, pais e famílias.
Considera-se que o acompanhante terapêutico promove uma das intervenções mais completas na Análise do Comportamento. Além de utilizar sua fala (por meio de orientações, reflexões, análises, interpretações, avaliações etc.), o acompanhante terapêutico se coloca como um modelo de ação para o próprio paciente desenvolver as habilidades. Ou seja, ele faz, mostra como faz e faz com o paciente e sua família, preocupando-se com a independência e autonomia de todos.
Por fim, destaca-se que o acompanhante terapêutico realiza um trabalho de extrema importância na área da Saúde Mental, sendo um dos trabalhos prioritários quando se fala na atuação de casos complexos. Suas diretrizes abarcam todo o entorno do paciente, ou seja, profissionais, pais e familiares e, suas intervenções priorizam tanto a fala, como a ação direta para o desenvolvimento das mais variadas e demandadas habilidades.
Além de casos de desenvolvimento atípico e síndromes genéticas, o acompanhamento terapêutico pode atuar em diferentes classes diagnósticas em parceria com outros profissionais.
Seguem alguns recortes dos diagnósticos e algumas possibilidades de atuação:
Vale lembrar que, em todos eles, é essencial o entendimento de cada padrão de comportamento, queixa e demanda.
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Por Filipe Colombini é Psicólogo (CRP 06/93622) e Diretor da Equipe AT.
A Equipe AT é formada por Mestres e Especialistas em Educação, Terapia Comportamental, Orientação e Treinamento Familiar, atuando fortemente no mercado desde 2008.